Contra Mundum

Francisco Mendes da Silva

(Source: pitchfork)

A twitch upon the thread

Jeremy Irons expressed fears that the battle for equal rights could ‘debase’ marital law.

Like a Moss

Jamie Hince, dos Kills, faz amor enquanto admira um Lucian Freud.

O que é estranho é que os herdeiros de L.P. Hartley, Joseph Losey e Harold Pinter tenham deixado que uma retrospectiva dos Go-Betweens não tivesse como título "The Past is a Foreign Country”. 

(Source: gilbogarbage)

Dangling book.

White riots

Há coisas que só ficam bem nas canções dos Clash. No entanto, é inútil exigir essa sensatez aos que pensam o contrário, quando a bagunça e a violência são o cúmulo ético e estético da sua existência. Os distúrbios de hoje, em Lisboa, não foram comportamentos irracionais, mas sim o exercício de um pensamento antigo.

Slavoj Zizek é no momento o guru de serviço. Só hoje, no Facebook do Pedro Lomba, cheguei a este artigo da NYRB em que John Gray expõe as “visões de violência” do dito - um rol de opiniões edificantes: a violência é “redentora” e “divinal”; Hitler, o comunismo e os Khmers não foram suficientemente radicais e violentos, e por isso não foram tão longe quanto deviam na construção de uma nova ”vida colectiva”. Coisas assim.

Não creio que os arremessadores de hoje tenham lido Zizek (ou qualquer sucedâneo) com uma profundidade maior do que a da areia por baixo da calçada. Mas em muitos deles aquela violência é mais identitária, ideológica e intelectualizada do que desesperada. Não foi o povo oprimido que vimos ali no logradouro do Parlamento: foi a burguesia entediada. E, como a História demonstra, há um enorme abismo entre as aspirações do povo e os métodos da vanguarda.

Dirty Projectors - Swing Lo Magellan

Gosto dos Dirty Projectors mas ainda está por decidir o quanto. Há neles uma certa weirdness forçada e ameinarada, que faz parte de se ser hipster de Brooklyn, percebe-se, mas que em alguns momentos arrisca a ruína da economia musical das canções. Não tanto, misericordiosamente, como nos vizinhos Grizzly Bear - os reis da afectação inconsequente, disfarçada de talento, os profetas de Prog, o Mal Absoluto. Por baixo dos floreados, os Dirty Projectors têm um engenho melódico que deve ser celebrado. Swing Lo Magellan (clicar em cima), na sua simplicidade e charme, é minha favorita, ainda que não deva surpreender quem no devido tempo escutou a Beta Band, os Belle and Sebastian e os Gorky’s Zygotic Mynci.

(Source: cherchantdesponts)

Onde é que os actores ingleses vão buscar a aspereza com que intepretam os personagens americanos que protagonizam com tanta naturalidade e glória na TV ianque? A julgar pela amostra recente, talvez ao Wall Game de Eton, frequentado pelos três americanos ingleses mais célebres das últimas temporadas: Hugh Laurie (House), Dominic West (The Wire) e Damian Lewis (Homeland). 

Onde é que os actores ingleses vão buscar a aspereza com que intepretam os personagens americanos que protagonizam com tanta naturalidade e glória na TV ianque? A julgar pela amostra recente, talvez ao Wall Game de Eton, frequentado pelos três americanos ingleses mais célebres das últimas temporadas: Hugh Laurie (House), Dominic West (The Wire) e Damian Lewis (Homeland). 

(Source: fecastleberry)

Mantra para a visita da Chanceler.

KEATON 2016.

O blog para inutilizar todos os blogs.

Downton for adults

Ainda não comecei a ver a terceira temporada de Downton Abbey. Mas se seguir a tendência da segunda, então é porque a ITV e Julian Fellowes, surpreendidos com o sucesso da primeira, decidiram transformar a coisa numa telenovela. Seja como for, o título deste artigo sobre Parade’s End na Spectator assenta na perfeição: em comparação, é Downton para adultos.


Duty and service to above and below, frugality. For agriculture against industrialism. For the 18th century against the 20th, if you like. I ought to be in a museum.

Christopher Tietjens, em Parade’s End, de Ford Madox Ford, adaptado para a BBC e HBO por Tom Stoppard